A Assembleia de Freguesia de Meia Via aprovou uma moção na qual manifesta a sua oposição à localização prevista para a instalação de uma Unidade de Produção de Biometano em Árgea, considerando os potenciais impactos que o projeto poderá ter na freguesia e na região envolvente.
No documento, a Assembleia refere que a proximidade da futura infraestrutura a habitações, terrenos agrícolas, linhas de água e património local suscita preocupações quanto às consequências para a qualidade de vida das populações.
A moção destaca ainda que a freguesia de Meia Via se encontra geograficamente próxima do local previsto para a instalação da unidade, salientando que os acessos rodoviários à infraestrutura deverão ter influência direta na rede viária que atravessa a freguesia, nomeadamente nas localidades de Meia Via e Charneca da Meia Via, bem como na ligação à A23.
Outro dos aspetos apontados prende-se com a movimentação prevista de cerca de 100 mil toneladas de matérias por ano, que, segundo a Assembleia de Freguesia, poderá traduzir-se em impactos ao nível da segurança rodoviária, da mobilidade, da emissão de odores, da qualidade de vida das populações e dos recursos naturais e agrícolas da região.
Apesar da posição assumida, a Assembleia de Freguesia reconhece a importância da produção de energia renovável e da valorização de resíduos. Contudo, defende que infraestruturas desta dimensão devem ser implantadas em locais que permitam minimizar os impactos sobre as populações e o território.
Através da moção aprovada, a Assembleia de Freguesia de Meia Via manifesta formalmente a sua oposição à localização prevista para a unidade de produção de biometano em Árgea, defende a avaliação de alternativas que reduzam os impactos ambientais e sociais e apela à participação efetiva das populações locais nos processos de decisão que possam influenciar o território e a qualidade de vida das comunidades.
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| A Assembleia de Freguesia aprovou uma moção contra a unidade de Biometano |

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